Visões Úteis

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Criações

Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

“Sr. Samsa! Então?
O que é que se passa?”

No final de 1998 trabalhámos ao ritmo de Kafka num escritório: ao ritmo do relógio, naquela que foi até hoje a nossa produção mais complexa. Foi um prazer ver como profissionais como o José Wallenstein, o Jorge Ribeiro e a Vera Castro se conseguiram adaptar aos poucos meios de que dispúnhamos e sempre com brio e perfeccionismo se mantiveram fieis a uma ideia artística de grande produção.

Estreou a 19 de Novembro de 1998 no Auditório Nacional Carlos Alberto no Porto onde teve 9 apresentações.

texto
Franz Kafka

tradução
Gabriela Fragoso

encenação e adaptação
José Wallenstein

cenografia e figurinos
Vera Castro

música e desenho de som
Albrecht Loops

desenho de luz
Jorge Ribeiro

fotografia
Limamil

realização vídeo
Limamil e Alberto Fernandes

adereços
João Calvário e Eduardo Loio

construção de cenário
Luís Batista

construção de mobiliário
Paulo Custódio Almeida Santos

confecção de figurinos
Branca Elísio

gravação voz off
SomNorte

concepção de material gráfico
Eduardo Loio

fotografia do cartaz
Limamil

design gráfico
DeC

direcção de cena
Eduardo Loio

operação de som
Nuno Aragão (ANCA) e Serafim Ribeiro

operação de luz
José Rodrigues (ANCA)

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Edgard Martins, Jorge Paupério, Martinho Silva, Paulo Rodrigues e Pedro Carreira

voz off
Ada Pereira da Silva e José Wallenstein

vídeo
Ada Pereira da Silva

coordenação e produção executiva
Ada Pereira da Silva

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:10

“Trata-se de uma máquina muito especial.”

Com este espectáculo iniciámos a Trilogia da Punição de Kafka e quisemos fazer uma segunda tentativa de criação colectiva. No meio de muito ruído surgiu a luz ao fundo do túnel e criámos um espectáculo sem rede em cima de andaimes. A partir de uma ideia plástica surgiu o resto. Não havia cenário, havia a Máquina. Não havia público, havia os visitantes da Colónia Penal do Kafka. Foi como dar vida a algo que vivia de nós, se alimentava de nós e que tinha vida para além de nós. A ideia da criação colectiva deu os seus frutos e ficámos com a certeza que era por aí que queríamos ir, que uma criação colectiva pode não ser uma soma de ideias mas sim o confronto de vontades do qual nasce a ideia em si. A Máquina pode não ter sido o espectáculo ideal mas foi com certeza um dos motores de uma forma de estar no Visões Úteis.

Estreou a 7 de Julho de 1998 no Mosteiro de São Bento da Vitória no Porto onde teve 35 apresentações.

textos
Franz Kafka

Criação colectiva de
Albrecht Loops, Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Edgard Fernandes, Eduardo Loio, Laia Oms, Limamil, Lucinda Gomes, Nuno Diogo e Pedro Carreira.

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:09

Scroll_1




“Scroll” é um inovador projeto que cruza artes performativas e novas tecnologias, e que questiona o próprio conceito e os limites do teatro (e o que significa ser espectador) num tempo marcado pela constante pluralidade de narrativas, pela constante dispersão da atenção e pelos enigmáticos desígnios dos algoritmos. Esta “peça para smartphones tem uma narrativa ficcional, atores de carne e osso e as ruas do Porto como cenário, mas foi concebida para ser usufruída no ecrã de telemóvel do espectador, através de uma aplicação desenvolvida originalmente para o projeto.

"Scroll" esteve originalmente diponível ao público de 3 a 17 de junho de 2019 através da sua app própria, cujo download gratuito pôde ser feito na Google Play Store (para smartphones Android) e na App Store (para smartphones iOS).

A partir de 27 de março de 2020 está também disponível em versão vídeo no canal Vimeo do Visões Úteis.

 

Sinopse

Num futuro não muito longínquo, uma empresa de distribuição de bens e serviços – com um modelo de negócio semelhante ao que hoje associamos a empresas como a Uber ou a Glovo – radicalizou algumas das práticas já existentes nos nossos dias. Os serviços já não se limitam ao transporte de pessoas, comidas e bens comerciais, podendo em breve estender-se à satisfação de qualquer necessidade do cliente. A precariedade dos trabalhadores é total: considerados “parceiros” da empresa, têm de submeter-se a uma distribuição dos serviços comandada por um algoritmo cujo funcionamento não entendem, e demonstrar total disponibilidade se quiserem manter ou aumentar as suas remunerações.

E, porque a empresa insiste numa política de total transparência dos seus colaboradores, eles são ainda forçados a partilhar um conjunto de conteúdos da sua esfera privada, desde as atualizações das suas redes sociais, às conversas em Skype com a família, passando pelas notícias que lêem ou as músicas que ouvem.

O que parece a uns ser uma oportunidade para trabalhar com toda a liberdade, apresenta-se a outros como uma armadilha, uma exploração, uma ferramenta de isolamento que vira os trabalhadores uns contra os outros.

É neste quotidiano que encontramos as personagens de “Scroll”: Caty e Gil, trabalhadores/parceiros desta gigantesca multinacional, a trabalhar há pouco tempo no Porto, com atitudes muito diferentes em relação à atividade que desenvolvem. Até ao dia em que um cliente muito especial solicita um serviço inesperado… um bizarro pedido que ameaça a própria estrutura da empresa e empurra os trabalhadores para uma ação radical.

 

Como se processava

O espectador descarregava gratuitamente a aplicação “Scroll”. Ao registar-se como utilizador da aplicação, era-lhe atribuída uma personagem: um trabalhador/parceiro da empresa de distribuição, cuja vida e trabalho poderia seguir ao longo de 15 dias, entre 3 e 17 de junho de 2019.

Através da aplicação, o espectador teve acesso ao stream vídeo das entregas desse trabalhador e à sua avaliação por parte dos clientes e da empresa, podendo até participar nessa avaliação, votando e comentando a prestação diária da “sua” personagem.

Os conteúdos foram disponibilizados em “tempo real” ao longo dos 15 dias do projeto, podendo o espectador ser notificado de todas as atualizações, mas ficavam também guardados cronologicamente na aplicação, podendo ser acedidos mais tarde.

Na versão vídeo de "Scroll" agora disponibilizada, o público pode aceder simultaneamente aos episódios/dias de ambas as personagens, e acompanhar progressivamente o modo como as suas expeiências se aproximam e encontram... até ao desenlace imprevisto!

 

SCROLL
Direção
: Carlos Costa Dramaturgia: Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Colaboração na Dramaturgia: Ana da Cunha, Beatriz Brígida Melo, Belmiro Ribeiro, Bernardo Gavina, Carina Ferrão, Cecília Ferreira, Filipe Gouveia, Flora Miranda, Frederica Nunes de Pinho, Laura Avelar Ferreira, Luísa Ferreira, Maria Pinto, Tiago Correia, Vanda R. Rodrigues (alunos da Pós-Graduação em Dramaturgia da ESMAE) com Jorge Louraço Desenvolvimento da Aplicação: André Lamelas (programação e engenharia de software), Ricardo Melo (design) Coordenação Técnica e Articulação entre a Dramaturgia e a Aplicação João Martins Vídeo: Alexandra Allen, Sara Allen Canções Originais e Interpretação: Tiago Correia, André Júlio Teixeira Letras: Tiago Correia Arranjos, Gravação, Mistura e Masterização: André Júlio Teixeira

Interpretação: Catarina Gomes, Gilberto Oliveira e Ana Azevedo, Ana Vargas, Ana Vitorino, Ângela Marques, Bernardo Gavina, Carlos Costa, Cátia Vilaça, Edna Luís, Joana Moraes, Jorge Paupério, Laura Zavagno, Leonor Quinta, Mafalda Banquart, Manuel Rito, Nuno Loureiro, Pedro Carreira, Simão Luís, Tiago Correia, Vera Silva

Coordenação de Produção: Teresa Camarinha Produção Executiva: Pedro Monteiro Assessoria de Imprensa: Joana de Belém 

Produção Visões Úteis / 2019

Apoios: ESMAE/IPP - Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto, Universidade de Coimbra, Agente a Norte, Direção Regional de Cultura do Norte, Fundação Escultor José Rodrigues Apoio à divulgação: Jornal de Notícias

 

Agradecimentos:

Ágata Rodrigues, Alzira Matos, Fernanda Oliveira, Helena Madeira, Inês de Carvalho, João Paulo Correia, José Reis, Manuela Monteiro, Mateus Fino, Paula Moreira, Pedro Marques, Pedro Mosca, Hernâni

Professor Jorge Cardoso, Professor Rui Craveirinha e Alunos da licenciatura em Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra: Ana Raquel Machado, Beatriz Araújo, Bruno Nabais, Carla Mendes, Carolina Cerqueira, Helena Tavares, Inês Oliveira, Joana Filipa Gama Maia, José Gomes, Luís Azevedo, Mariana Santos, Mariana Silva, Mariana Veríssimo, Mónica Gonçalves, Pedro Figueiredo, Raquel Ramalheiro, Ricardo Neto, Sara Silva, Scheilla Azevedo, Solange Santos, Tânia Couto, Tiago Serra

Professor Sérgio Dias Branco e Alunos do Mestrado em Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra: João Fatal, Mayra Katz, Ricardo Oliveira

Instituto Politécnico de Bragança: Professor Arlindo Santos, Professor Carlos Casimiro Costa, Professor João Paulo Sousa

Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto: Professor André Rangel, Professor Pedro Amado, Professor Tiago Assis 

Colégio Luso-Francês: Professor Carlos Azevedo

Faculdade de Letras da Universidade do Porto: Professor João Teixeira Lopes

Academia Contemporânea do Espetáculo: Professora Irene Ferreira

Hotel Dom Henrique, NOS Primavera Sound, Pizzaria MTV

Última modificação em Sexta, 27 Março 2020 13:15

“Nunca mais foste o mesmo depois daquilo.
Nunca mais serás o mesmo depois disto.”

Com o "actor mais velho" Diogo Dória aprendemos como pode ser bom ouvir o silêncio e lançar palavras.
Há já muito tempo que desejávamos fazer Beckett com o seu universo de fantasmas que não encontram o seu sentido senão no vazio de um quarto, numa esquina de rua ou dentro do crânio de cada pessoa que os escuta.
Para nós foi um trabalho extremamente gratificante e fez-nos pensar: "Será que começamos a fazer sentido?"

Estreou a 9 de Abril de 1998 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Aveiro, Guarda, Covilhã, Lisboa e Coimbra num total de 23 apresentações.

textos
Samuel Beckett

tradução
Diogo Dória, Luís Miguel Cintra, Liberto Cruz e Miguel Serra Pereira

selecção, montagem de textos e encenação
Diogo Dória

cenografia, figurinos e grafismo
Eduardo Loio

confecção de figurinos
Armanda Neto

banda sonora e sonoplastia
Albrecht Loops

desenho de luz
Laia Oms

fotografia
Limamil

direcção de montagem
Laia Oms/Pedro Carreira

operação de luz
Laia Oms/Paulo Rodrigues

operação de som
Lucinda Gomes/Alexandra Lobato

registo vídeo
João Nuno Martins e Edgard Fernandes

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

produção executiva
Lucinda Gomes

assistência de produção
Alexandra Lobato

Última modificação em Segunda, 21 Junho 2010 16:09
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O Visões Úteis é uma estrutura financiada

Ministério da CulturaDireção Geral das Artes

O Visões Úteis é membro

Plateia - Associação dos Profissionais das Artes Cénicas IETM - International Network for Contemporary Performing Arts Anna Lindh Foundation

Visões Úteis é associado

Associação dos Amigos do Teatro da Liberdade da Palestina - The Freedom Theatre e ZERO - Associação Sistema Terreste Sustentável