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Desde 1994, o Visões Úteis criou cerca de 40 espectáculos de teatro e criou também para outros suportes, designadamente audiowalks, pelo que apresentamos parte deste trabalho como Performance na Paisagem.

 

"Velocidade de Escape" - cartaz

design: Teatro Nacional São João

 

"É uma armadilha. Digam-me que percebem que é uma armadilha, que percebem a minha responsabilidade, que não posso deixar isto para quem vier depois de mim!"


“Velocidade de Escape”
, que toma para título a expressão que designa a velocidade mínima que um objeto sem propulsão precisa para se libertar de um campo gravitacional, é o segundo momento de uma reflexão do Visões Úteis sobre o modo como lidamos com o lastro do nosso passado e desenhamos o futuro em que nos queremos projetar, reflexão iniciada na mais recente criação “Teoria 5S” (novembro, 2017).

Estamos agora nesse futuro projetado, um espaço e tempo “ideal”, mais económico e leve, limpo do desperdício da existência humana - com as suas complexas memórias e emoções, a sua expressividade exagerada. Entramos na casa de um homem de meia-idade (Pedro Carreira) que aparentemente conseguiu libertar-se do seu lastro material e emocional, cortar os laços com o passado e assim conquistar a absoluta serenidade.

Para “passar um tempo agradável”, ele recebe dois convidados mais jovens (Mafalda Banquart e Tiago Araújo), que não conhece mas que foram selecionados por um qualquer algoritmo capaz de sugerir a companhia ideal para cada ocasião. O encontro põe à prova as reais capacidades do anfitrião para pertencer ao “maravilhoso novo mundo” leve, conciso, flexível, em que os jovens convidados parecem viver tão confortavelmente… mas revela também que, afinal, o convite escondia um objetivo sinuoso: resolver o último e embaraçante obstáculo à total libertação deste homem.

Duração aproximada: 1h

Classificação etária: M/14

Direção e Texto - Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Cenografia - Inês de Carvalho Sonoplastia - João Martins Desenho de Luz - Pedro Correia Vídeo - Nuno Barbosa Interpretaçãoe Cocriação - Mafalda Banquart, Pedro Carreira, Tiago Araújo Coordenação de Produção - Teresa Camarinha Coordenação de Montagem - Zé Diogo Cunha Coprodução - Visões Úteis, Teatro Nacional São João

 


"Velocidade de Escape"
estreou a 16 de março de 2018 no Teatro Carlos Alberto (Porto), com apresentações ainda nos dias 17 e 18, numa coprodução com o Teatro Nacional S. João. Em maio o espetáculo apresentou-se em Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes) em conjunto com "Teoria 5S".

Continua disponível para itinerância.

Última modificação em Quinta, 06 Setembro 2018 20:32

 

"Teoria 5S" / Foto: Visões Úteis

 

"É simples: Se isto fosse explodir tudo e tivesses um minuto para agarrar qualquer coisa para salvar, o que é que salvavas?"

 

A conservação das memórias através de um arquivo morto (ou de objetos do passado) é algo que nos prende a um tempo onde já não podemos existir nem atuar. Não será, assim, o ato da destruição desse arquivo uma libertação necessária para podermos pertencer verdadeiramente ao presente e nos projetarmos no futuro, para nos podermos mover, seguir caminho? Por outro lado, sem esse espólio seremos nós ainda alguma coisa? Não será a única forma de identificação de uma pessoa a materialização daquilo que fez e experienciou no passado?

“Teoria 5S”, coprodução entre o Visões Úteis e o Teatro Municipal do Porto, foi a primeira de duas criações originais – a que se seguiu “Velocidade de Escape”, coprodução com o Teatro Nacional S. João em março de 2018 – dedicadas a esse confronto com o nosso lastro físico, e à eventual (ilusória?)  libertação que a sua destruição ou redução minimalista nos poderá trazer. 

O espetáculo, que reflete com humor sobre uma certa ansiedade reducionista (ou mesmo minimalista) dos nossos tempos, inspira-se no confronto com o arquivo que o Visões Úteis criou ao longo de mais de duas décadas, e é marcado pelo reencontro com dois atores que ocupam um lugar muito especial nesse arquivo – e na própria história do teatro do Porto -, Jorge Paupério e Óscar Branco.

Em “Teoria 5S”, um grupo de pessoas mergulha no seu arquivo comum, forçando-o aos ensinamentos e regras trazidos por uma especialista em metodologias de arrumação, organização e eficácia. Um caminho de redução material que tenta criar espaço para um futuro mais promissor, mas que vai afinal mostrar-se cheio de paradoxos, expondo fragilidades individuais e fraturas dentro do próprio grupo. Se calhar alguns de nós não cabem no futuro…?

Duração: 75 minutos
Maiores de 12 anos

Direção e Texto Ana Vitorino, Carlos Costa, João Martins Cenografia e Figurinos Inês de Carvalho Desenho de Luz Pedro Correia Banda sonora original e Sonoplastia João Martins Vídeo Nuno Barbosa Cocriação Ana Azevedo, Jorge Paupério, Óscar Branco Interpretação Ana Azevedo, Ana Vitorino, Carlos Costa, Jorge Paupério, Óscar Branco Produção Executiva Teresa Camarinha Coordenação de Montagem: Zé Diogo Cunha Apoio Adão OculistaAnjos Urbanos


Próximas Apresentações / 2019:

9 de março:Teatro-Cine de Torres Vedras


 


"Teoria 5S"
estreou a 24 e 25 de novembro de 2017 no Rivoli - Auditório Isabel Alves Costa, numa coprodução com o Teatro Municipal do Porto. Em março de 2018 apresentou-se no Mosteiro de Arouca no âmbito das Jornadas Técnicas «Novos Modelos de Gestão do Património» promovidas pela Direção Regional de Cultura do Norte. Em maio o espetáculo apresentou-se ainda nas instalações da LIPOR (Baguim do Monte) com duas sessões exclusivas para funcionários, em Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes) em conjunto com "Velocidade de Escape", e em Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente).

 Continua disponível para itinerância.


Última modificação em Quinta, 29 Novembro 2018 13:04

"Romance da Última Cruzada" / Foto: Visões Úteis

 

"Mas aquilo não era um filme, era a realidade, eram homens a sério numa guerra a sério. E a realidade é muito mais desorganizada do que um filme."

“Romance da Última Cruzada” é a segunda criação original do Visões Úteis em 2016, um ano dedicado ao eixo temático “Biografias”. Inspirado pelos diferentes modos de representar as experiências de guerra ao longo dos tempos, o espetáculo reflete sobre a forma como a representação da biografia condiciona a própria construção da memória e da identidade.

Nesta “cruzada” não se busca a verdade histórica ou qualquer tipo de redenção para a (aparentemente) inevitável atração humana pelo conflito. Antes se viaja por testemunhos, ficções, documentos biográficos e manuais de guerra, tentando desvendar a verdade sobre o momento retratado numa imagem fotográfica: a de um soldado caído em circunstâncias desconhecidas, um homem que parece lançar um apelo dramático a quem pousar nele o olhar.

Em “Romance da Última Cruzada” seguimos as fascinantes nuances que determinam a sedimentação da memória individual e da própria História, sublinhando coincidências biográficas, mas também as divergências entre os factos relatados a partir da memória individual e os que ficaram marcados na memória coletiva.

Do “Romance” de Vivian Gilbert – ator que combateu na Primeira Guerra Mundial e mais tarde se dedicou a representar a sua própria experiência –, a que o espetáculo vai beber o nome, ao Manual de Recrutamento do Estado Islâmico, dos Romances de Cavalaria às “personagens reais” do jogo “Call of Duty”, aqui se encontram (e constroem em tempo real) os retratos de muitos momentos e vidas.
Verosímeis? Talvez. Apaixonantes? Certamente!

“Romance da Última Cruzada” é uma criação original de Ana Vitorino e Carlos Costa e uma coprodução Visões Úteis / Teatro Académico de Gil Vicente / Teatro Municipal de Vila Real. O espetáculo estreou a 16 de novembro de 2016 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.


Duração:
70 minutos
Classificação etária: M12


 


"Romance da Última Cruzada"

Texto e Direção
Ana Vitorino e Carlos Costa

Conceção Plástica

Inês de Carvalho

Banda Sonora Original, Canção e Sonoplastia

João Martins

Desenho de Luz

Pedro Correia

Fotografia

Paulo Pimenta 

Soldado na fotografia

Daniel Gavina

Interpretação

Ana Vitorino, Carlos Costa e Inês de Carvalho

Produção Executiva

Sandra Carneiro

Coprodução

Visões Úteis / Teatro Académico de Gil Vicente / Teatro Municipal de Vila Real


"Romance da Última Cuzada"
estreou a 16 de novembro de 2016 no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.  De seguida apresentou-se no Armazém 22, em Gaia, de 7 a 20 de novembro e, já em dezembro de 2016, na Casa da Cultura de Setúbal
Em 2017 o espetáculo apesentou-se no Teatro Municipal de Vila Real e, no âmbito da Mostra de Teatro Documental "Outras Vozes, Outra Gente" promovida pela Cooperativa Hermes, em Mortágua, Condeixa e Arganil.

Continua disponível para itinerância.


Vídeo relacionado

Última modificação em Terça, 15 Agosto 2017 22:29

"Yuck Factor" Design: João Guedes / TNSJ



"Hoje em dia é tudo muito rápido. Apegamo-nos muito depressa uns aos outros."

 

Na segunda metade de 2015, e depois de nos debruçarmos sobre as características da identidade nacional com "trans/missão", voltámo-nos para a identidade europeia e os conflitos que o debate sobre o acolhimento de "outros" veio revelar.


 Em  "Yuck Factor" propusemos um menú com comida e repugnância, em doses (provavelmente) superiores às diárias recomendadas! Seguimos o trabalho de uma peculiar equipa, que prepara e leva a cabo um evento adequado a convidados de todos os tipos e nacionalidades. Uma oportunidade para esclarecer e transmitir as regras e procedimentos determinantes para uma reunião bem sucedida. Mas também para refletir sobre a Europa de hoje, a frágil construção da nossa identidade comum e os perigos da crescente intolerância.

Espetáculo para maiores de 16 / Duração aproximada: 1h30
 


PORTO: Teatro Carlos Alberto
Data: de 25 a 29 de novembro
Horário: 21h (4ª a sáb) / 16h (dom)

OVAR: Centro de Arte
Data: 12 de dezembro
Horário: 22h

texto e direção Ana Vitorino, Carlos Costa cenografia e figurinos Inês de Carvalho banda sonora original e sonoplastia João Martins com voz de Rita Camões desenho de luz José Carlos Gomes cocriação Ainhoa Hevia Uria, Cristóvão Carvalheiro coordenação de produção Marina Freitas interpretação Ainhoa Hevia Uria, Ana Vitorino, Carlos Costa, Cristóvão Carvalheiro coprodução Visões Úteis, Centro de Arte de Ovar acolhimento Teatro Nacional São João apoio ICEL

Última modificação em Segunda, 22 Janeiro 2018 14:32
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