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Home Mostrar artigos por etiqueta: João Paulo Seara Cardoso
Sábado, 30 Outubro 2010 14:49

Ao João Paulo Seara Cardoso

Dizer que sofremos mais uma perda é não dizer nada. Porque “perda” é uma palavra demasiado pequena para este vazio e o João Paulo não era “mais um” em nada. Inconfundível no humor, na provocação, na beleza da escrita, no entusiasmo da criação, na constante insatisfação. E sobretudo na gargalhada.

Esta noite muda a hora. Isto é importante porque amanhã temos hora marcada para nos despedirmos de um amigo. Mas mais importante seria que esta noite terrível que nos vai roubando os amigos passasse de vez, e finalmente chegasse um dia em que não houvesse mais despedidas.

E ouve, João Paulo: É verdade que conseguiste transformar marionetas em actores, mas quantas vezes já te dissemos que o contrário não é possível? Os actores não conseguem ser marionetas, nem mesmo quando isso lhes dá jeito. Porque se saltarem demais ficam tontos, se caírem partem uns ossos, se não comerem desmaiam... E se os deixares sofrem, sentem-se órfãos e choram bem alto com a dor da tua ausência. Estás a ouvir?

Publicado em Novidades
Segunda, 21 Junho 2010 14:41

Filme na Rua Zero L

“Simulando a alegria”

Na terceira vez que trabalhámos com o João Paulo Seara Cardoso decidimos que o texto que escolhêssemos serviria como base para dele tirarmos só o que quiséssemos, que iríamos ter uma liberdade total de jogar com ele, de o estralhaçar, pintar, cantar, tudo!
Escolhemos o poeta Al Berto e das suas palavras escritas mostrámos não como se lêem mas o que nos fazem sentir e que ambientes despertaram em nós.
Criámos uma feira de quartos na noite da cidade do mundo. Simulámo-nos. Simulámos Al Berto.

Co-produção com o Centro Cultural de Belém.
Estreou a 18 de Fevereiro de 1999 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Lisboa e Beja num total de 15 apresentações.

textos
Al Berto

encenação e dramaturgia
João Paulo Seara Cardoso

cenografia
João Paulo Seara Cardoso e Eduardo Loio

figurinos
Judite Oliveira

música original
Albrecht Loops

música adicional
The Doors e Nick Cave & The Bad Seeds

desenho de luz
António Real

fotografia
Susana Paiva

vídeo
Nuno Diogo

design gráfico
Vitor Azevedo/DeC

construção de cenário
Luís Batista

construção de mobiliário
Paulo Custódio A. Santos

operação de luz
António Pedro Soares/Ada Pereira da Silva

operação de som
Albrecht Loops/António Pedro Soares

interpretação
Alexandra Lobato, Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins, Edgard Fernandes, Pedro Carreira e Eduardo Loio

coordenação de produção e produção executiva
Ada Pereira da Silva

Publicado em Espectáculos
Segunda, 21 Junho 2010 11:05

Gato e Rato

“Não se pode voltar atrás agora. Já não tenho nenhuma razão para viver. Tenho de arranjar prateleiras novas.”

Depois do Centro Cultural de Belém nos ter convidado para com o João Paulo Seara Cardoso fazer esta peça ficámos de pé atrás. Não conhecíamos o autor e parecia um "trabalho por encomenda". Decidimos dar o benefício da dúvida, lemos o texto e ficámos imediatamente apaixonados pelo estilo corrosivo de Gregory Motton e a sua escrita sobre a tirania de uma sociedade sem tiranos, sobre o mundo actual de pequenas idiossincrasias e grandes questões que se diluem por serem muitas. Se com o João Paulo redescobrimos o prazer da liberdade e da loucura, com Gregory Motton aprendemos porque é que se estão a dar "todas as casas às baleias" e que "aquela coisa grande e azul do lado de fora da janela" é o céu. Primeiro contacto com o dramaturgo Gregory Motton, que veio a ser uma presença assídua no nosso trabalho.

Estreou a 18 de Setembro de 1997 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentado em Tondela, Coimbra, Aveiro, Lisboa, Braga e Vila do Conde num total de 27 apresentações.

texto
Gregory Mottton

tradução
Espirídia Viterbo, Jean Ann Burrows e João Paulo da Cunha Galvão

encenação
João Paulo Seara Cardoso

cenário
João Paulo Seara Cardoso e Eduardo Loio

figurinos
Judite Oliveira

banda sonora original
Albrecht Loops

desenho de luz
António Real

efeitos especiais
José Cunha

fotografia
Limamil

grafismo
Eduardo Loio

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

operação de luz
Paulo Rodrigues

operação de som
Catarina Martins

coordenação de produção
Lucinda Gomes

produção executiva
Catarina Martins e Lucinda Gomes

Publicado em Espectáculos
Segunda, 21 Junho 2010 10:31

A Cantora Careca

“A minha mulher é a inteligência personificada. É mesmo mais inteligente do que eu. Em todo o caso é muito mais feminina. Dizem.”

Na primeira vez que trabalhámos com o João Paulo Seara Cardoso fizemos esta "tragédia da linguagem" como inicialmente lhe chamou Ionesco. Criámos um mundo sem nexo, com um texto sem nexo, feito com personagens sem nexo. Surpreendentemente no fim, pelo menos para nós, tudo tinha nexo. Era mesmo a tragédia da linguagem! Aprendemos que muitas vezes se fala muito e nada se diz… ou simplesmente não interessa.

Estreou a 30 de Maio de 1996 no Balleteatro Auditório no Porto. Além do Porto, foi apresentada em Lisboa, Coimbra e Aveiro num total de 28 apresentações.

texto
Eugéne Ionesco

tradução
Luís de Lima

encenação
João Paulo Seara Cardoso

cenografia
João Paulo Seara Cardoso

figurinos
Preciosa Afonso

música
Albrecht Loops

desenho de luz
António Real

fotografia
Limamil

design gráfico
Eduardo Loio

registo vídeo
Balleteatro

operação de luz
Ana Vitorino

operação de som
Miguel Teixeira (BT)/Lucinda Gomes

interpretação
Alexandra Lobato, Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso, Patrícia Gonçalves e Pedro Carreira

produção executiva
Carlos Costa, Catarina Martins, Nuno Cardoso e Pedro Carreira

Publicado em Espectáculos

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