Visões Úteis

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Home Displaying items by tag: Teatro Portátil
Monday, 12 July 2010 16:39

Boom & Bang

“Isto é uma nova espécie de socialismo. É o socialismo para os ricos. Para os outros está tudo na mesma. Só para os bancos é que há socialismo. O resto do pessoal continua tão à rasca como dantes. E é nesta altura que começamos a sentir uma certa sensação de injustiça, ou não é?”

“Boom & Bang”, adaptação de “The power of yes” de David Hare, é um espectáculo “portátil” – fácil de transportar, rápido de montar – em que rimos (para não chorar) com a crise financeira que em 2008 abalou o mundo e mexeu com o quotidiano de todos nós.

Sinopse

Na sequência da crise económica que explodiu em Setembro de 2008, o National Theatre (Londres, Inglaterra) encomendou ao dramaturgo David Hare uma peça de teatro que se confrontasse com a referida situação e com os seus protagonistas. O resultado final foi um texto rigoroso e complexo– em que se recusa qualquer desejo excessivo de dramatização e se procura antes contar uma história de ambição e ganância– intitulado “O poder do sim”, e bem a propósito sub-intitulado “Um dramaturgo tenta compreender a crise financeira”, cuja estreia mundial aconteceu, precisamente, no National Theatre de Londres, em Setembro de 2009.
Na versão do Visões Úteis, “Boom & Bang”, apresenta-se vocacionado para um contacto muito próximo com o público, através do trabalho de 3 actores que convocam uma pluralidade de protagonistas da crise financeira, sem esquecer uma imprescindível aproximação à realidade portuguesa, no que podemos classificar de um espectáculo extremamente divertido, apesar de não ter piada nenhuma!

“Boom & Bang”
35ª criação Visões Úteis
a partir de “The power of yes” de David Hare

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino e Carlos Costa

banda sonora original e sonoplastia
João Martins

interpretação
Ana Vitorino, Carlos Costa e Pedro Carreira

projecto fotográfico
Paulo Pimenta

coordenação técnica e operação
Luís Ribeiro

produção executiva
Joana Neto

assistência de produção
Helena Madeira

design gráfico
entropiadesign a partir de imagem de Ricardo Lafuente

duração aproximada
50 minutos

classificação etária
M12

“Boom & Bang” estreou a 26 de Janeiro de 2010 no Labirintho Bar (Porto). Até ao final de 2010 itinerou de Norte a Sul do país, com espectáculos em Bragança, Covilhã, Vila Real, Torres Vedras, Chaves, Lamego, Penalva do Castelo, Mirandela, Mem Martins, Quinta do Conde, Pinhal Novo, Celorico da Beira, Seia, Torres Vedras, Oeiras, Leça da Palmeira, Coimbra, Famalicão, Aveiro, Ovar e Portalegre. Continua ainda disponível para itinerância.

Published in Theatre Plays
Monday, 21 June 2010 18:17

Adúlteros Desorientados

“E os adúlteros e as adúlteras que, neste preciso momento, levam a cabo o seu trabalho febril (...) criam uma rede na qual se apoia o resto das contradições que moldam a realidade. A mim, a todos nós, adúlteros e adúlteras esforçados, a sociedade deve-nos tudo.”

“Adúlteros Desorientados”, adaptação da obra “Cuentos de adúlteros desorientados” de Juan José Millás, é mais uma incursão do Visões Úteis no teatro portátil— um monólogo divertido para um público descontraído mas exigente, concebido para possibilitar a relação directa entre criadores e público.

Sinopse

Um adúltero tenta encontrar justificação para a sua vida dúplice no relato de inúmeros adultérios reais, possíveis e imaginários. Com um humor desconcertante, viaja pelo estado de confusão em que estão submersos os adúlteros, permanentemente obrigados a uma vigilância constante para que a sua opção de vida não se torne transparente aos olhos dos outros. Sempre encarando o adultério como algo a que não se pode escapar... enfim uma vocação, ou até uma metáfora da própria vida.

Estreou a 15 de Janeiro de 2008 no Espaço Serv'artes no Porto. Até ao final de 2010 foi ainda apresentado em Aveiro, Vila Real, Guimarães, Maia, S. Pedro do Sul, Portalegre, Barcelos, Coimbra, Gouveia, Leiria, Estarreja, Castêlo da Maia e Lisboa, fazendo também a sua primeira apresentação em território internacional ao integrar a programação do FIOT 2010 na Coruña (Galiza). Continua disponível para itinerância.

texto
Juan José Millás

tradução
Anabela Mendes

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa e Catarina Martins

direcção musical
João Martins

interpretação
Pedro Carreira

Published in Theatre Plays
Monday, 21 June 2010 16:42

O Contrabaixo

“... Raios te partam! Sempre a atravessar-se no meu caminho, o palerma! São capazes de me dizer como é que um sujeito de trinta e poucos anos, ou seja eu, vive com um instrumento que tudo o que faz é estorvá-lo? ”

Para começar 2005 fizemos teatro a más horas no bar Triplex, para quem aparecesse por lá. E apareceu muita gente para ver as desventuras de um homem e do seu contrabaixo. O instrumento mais importante de uma orquestra. O que parece uma velha gorda.

Sinopse

Numa sala à prova de som, provavelmente o quarto onde vive, um contrabaixista de uma Orquestra Nacional decide contar como é vivida a sua solidão e confidenciar, com ironia amargurada, o seu amor não revelado por uma das sopranos da Orquestra. Esta relação platónica encontra no próprio contrabaixo o seu maior obstáculo: instrumento arcaico, que melhor se ouve quanto mais nos afastarmos dele, de aparência hermafrodita, desajeitado e incómodo, o contrabaixo torna-se para este homem no maior empecilho à liberdade e ao amor.
Pelo discurso desta personagem isolada e frustrada, viajamos ainda pela História da música e dos músicos e encontramos uma crítica sagaz à sociedade contemporânea.

O Contrabaixo, na sua versão de sete episódios, estreou a 12 de Janeiro de 2005 no Bar Triplex no Porto. Esta versão foi reposta no Porto em 2006 no Labirintho Bar. Na sua versão alargada, e até ao final de 2010, o espectáculo foi apresentado no Espaço Serv’Artes e na estação de Metro do Bolhão no Porto, e ainda em Vila Real, Vila Nova de Famalicão, Aveiro, Barcelos, Maia, São Mamede de Infesta, Valongo, Leiria, Lisboa, Coimbra, Guarda, Portalegre e Castêlo da Maia. Continua disponível para itinerância nesta versão alargada.

texto
Patrick Süskind

tradução
Anabela Mendes

dramaturgia e direcção
Ana Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins e Pedro Carreira

direcção musical
João Martins

grafismo
Vítor Azevedo

produção executiva
Marina Freitas

interpretação
Pedro Carreira... e ainda músicos convidados

Published in Theatre Plays

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